FAMBRAS HALAL participa da 1ª Rodada de Comércio com o Oriente Médio da OAB-DF

A FAMBRAS HALAL, representada por seu vice-presidente, Ali Zoghbi, participou da “1ª Rodada de Comércio com o Oriente Médio”, promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF).

O encontro virtual foi mediado pela presidente da Comissão de Migrações e Comércio Exterior da OAB-DF, Clarita Costa Maia, e teve a participação também da advogada Luciana Sá Pires, doutora e pós-doutora em direito internacional pela USP e pesquisadora sênior no Centro de Estudos do Comércio Global e Investimentos da EESP/FGV-SP, e do conselheiro da Associação de Comércio Exterior do Brasil, Márcio Sette Fortes.

Antes de dar início a sua apresentação, Ali Zoghbi externou seu pesar pelo trágico acontecimento na Basílica Notre-Dame de Nice e arredores, na França, na manhã de hoje (29). Em nome da FAMBRAS, Ali manifestou sua solidariedade às vítimas e seus familiares e aproveitou para esclarecer que atos que atentam contra a vida do próximo, cometido por pessoas ou grupos, jamais podem ser chamados de “islâmicos”.

“Não se pode macular uma religião por atitudes condenáveis de alguns adeptos. No Islam não existe violência, não existe destruição da vida. A religião islâmica prega o respeito às diferenças e à liberdade”, disse ele.

Durante sua palestra, Zoghbi explicou o conceito Halal e falou sobre o surgimento do Halal no Brasi, lembrando o pioneirismo da FAMBRAS HALAL na década de 70. O processo de certificação e o mercado Halal também foram abordados durante a apresentação.

Luciana Sá Pires, falou sobre as estratégias de parceria comercial entre Brasil e Emirados Árabes Unidos diante do cenário atual com a pandemia de Covid-19. Hoje, os Emirados Árabes estão entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Anualmente, a relação entre os países movimenta aproximadamente 19 bilhões de dólares. Luciana apontou os impactos da pandemia nas relações comerciais, mas garantiu que existem boas oportunidades de negócio por conta da qualidade e segurança dos alimentos produzidos no Brasil.“Houve uma queda significativa na economia no primeiro semestre por conta da pandemia, mas a partir de maio houve uma recuperação, principalmente com o e-commerce, que se tornou uma ferramenta fundamental no comércio exterior”, afirmou ela.

Na apresentação do conselheiro da Associação de Comércio Exterior do Brasil, Márcio Sette Fortes, os assuntos abordados foram: as relações econômicas e a segurança jurídica no comércio do Brasil com os países árabes. O agronegócio figura o Brasil como um importante exportador para os países árabes. Márcio destacou alguns produtos que podem ser melhor aproveitados como frutas e algodão e falou sobre os acordos de livre comércio que podem ser aprofundados. Ele apontou também o crescimento da população muçulmana no mundo. “O crescimento da população muçulmana resulta no crescimento do mercado consumidor como um todo, o que eleva as perspectivas de negócios entre o Brasil e países árabes”, afirmou Márcio.

Ao final das apresentações, os palestrantes responderam às perguntas dos internautas.

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