FAMBRAS apoia e celebra a criação do Grupo Parlamentar Brasil Países Árabes

A FAMBRAS – Federação das Associações Muçulmanas do Brasil –, representada por seu vice-presidente, Ali Zoghbi, e membros da diretoria, participou, em Brasília, da instituição do Grupo Parlamentar Brasil Países Árabes.

Criado por iniciativa do senador Jean Paul Prates (PT-RN), que também o preside, o Grupo nasceu com a missão de ampliar as relações comerciais entre o Brasil e os 22 países árabes.

De acordo com dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o Brasil é o terceiro maior parceiro comercial dos países árabes, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Somente no ano passado, o bloco comprou mais de US$ 12,2 bilhões de produtos brasileiros, uma alta de 6,3% em relação a 2018. A pauta de exportações foi liderada por frango, açúcar, minério de ferro, carne bovina e grãos. As vendas de frango subiram 6,41%, atingindo a cifra de US$ 2,378 bilhões. Já a carne bovina gerou US$ 1,168 bilhão, alta de 2,65%.

Ali Zoghbi explica o apoio da FAMBRAS na criação do grupo. “Exportar produtos brasileiros para países árabes foi uma conquista muito importante para o país. Tudo começou em 1975, quando comerciantes da Arábia Saudita e Kuwait vieram ao Brasil interessados em comprar uma grande quantidade de carne de frango Halal, permitida para o consumo dos muçulmanos. O acontecimento, inédito, surpreendeu as empresas do ramo, que não possuíam estrutura para atender o enorme volume da exportação. Foi criado, então, um pool entre Seara, Perdigão, Frangosul e Minuano. Hoje, o Brasil é líder mundial na produção e na exportação de proteína animal Halal – que inclui tanto a carne bovina e como a de frango. Conta com 90% de seus frigoríficos capazes de atender esta demanda”.

Para o vice-presidente, o governo brasileiro precisa, sim, olhar de maneira especial para este bloco de países não só para aumentar os volumes de exportação, mas também, para manter os empregos existentes, criados para atender a esta demanda, e para gerar novos postos de trabalho. “Há quase dois bilhões de muçulmanos economicamente ativos no mundo, uma economia que cresce mais rápido que a média mundial. Estreitando laços, certamente contabilizaremos ganhos importantes, em diferentes níveis, para o Brasil e para as nações do mundo árabe”.

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